Caras-pintadas? Ora, por favor....
Posted by : Jean Michel | | Published in Textos
Sim, com esse texto corro o risco de ser apedrejado. Porém algumas coisas realmente nos tiram do sério. Eis que um grupo de estudantes, em um movimento legítimo, elabora uma manifestação linda: todos com as caras pintadas com as cores do Rio Grande do Sul, ostentado bandeiras dos partidos da dita esquerda (nova e velha) e diversas faixas com a frase: Fora Yeda.
Bom, é notório que todos odiamos a governadora. De fato eu não sou nem de perto um dos entusiastas defensores de seu governo. Porém, não podemos ir contra o regime democrático ainda tão frágil, conquistado duramente pelas pessoas mais velhas que eu. Como “Fora Yeda?” Ela não foi eleita democraticamente? É disso que se trata: um atentado a democracia.
Duvido muito que metade das pessoas que empunhavam felizmente as bandeiras do "Fora Yeda" entendam realmente o que estão fazendo; mas aí já é outra história. Só para ilustrar: esse movimento que, liderado por algumas pessoas que concordam com o ditador perpétuo Chávez, acusam a governadora de autorismo. Reforço que não apoio o governo Yeda. De fato a sua secretária de educação mereceria ser deportada, pois está tentando desmontar o magistério de todas as formas possíveis e imagináveis. E está quase conseguindo, com o apoio de uma governadora e de deputados que não entendem que os professores são o próprio sistema de ensino.
Porém, o que realmente me motivou a escrever esse texto foi ver um dos diretores do DCE da URGS, líder do movimento em questão, citar o fato de que deveriam existir mecanismos de suspensão do resultado das urnas.
Ou seja, se quem governa não estiver agradando, deve ser tirado de lá. Ora, governar nunca foi e nunca deverá ser um ato pautado apenas pela opinião pública, até porque muitas vezes são necessárias mudanças de longo prazo que não são agradáveis a curto prazo. O remédio que cura pode ser amargo. Concordo que o atual governo estadual é bastante deficiente, porém não é com golpe que resolveremos nosso problemas. E, não sejamos hipócritas: como estudante sei que a grande maioria de nós, especialmente nos dias de hoje, não tem grande informação política. Aí surgem pseudo-líderes, com excelente oratória, fazendo críticas sem embasamento algum, e empolgam essa massa. E o mais engraçado é ver diversos desses estudantes, que tem seus carros e celulares da moda, acreditarem que o capitalismo é pior dos sistemas econômicos. Agora, pergunte para esses grandes intelectuais o que eles buscam na universidade, se não é qualificação profissional para o mercado de trabalho. Logo, abririam eles mão de suas perspectivas de futuro em função de um nova sociedade onde todos são iguais, porém pobres? Ou serão Cuba e Venezuela grandes líderes mundiais em qualidade de vida?
Movimentos sociais são legítimos e necessários. E os mais belos esteticamente são aqueles com bandeiras vermelhas e megafones. Mas ameaçar a nossa frágil democracia só pelo prazer do radicalismo? Só porque não sou que estou no governo? Ora, por favor...
Bom, é notório que todos odiamos a governadora. De fato eu não sou nem de perto um dos entusiastas defensores de seu governo. Porém, não podemos ir contra o regime democrático ainda tão frágil, conquistado duramente pelas pessoas mais velhas que eu. Como “Fora Yeda?” Ela não foi eleita democraticamente? É disso que se trata: um atentado a democracia.
Duvido muito que metade das pessoas que empunhavam felizmente as bandeiras do "Fora Yeda" entendam realmente o que estão fazendo; mas aí já é outra história. Só para ilustrar: esse movimento que, liderado por algumas pessoas que concordam com o ditador perpétuo Chávez, acusam a governadora de autorismo. Reforço que não apoio o governo Yeda. De fato a sua secretária de educação mereceria ser deportada, pois está tentando desmontar o magistério de todas as formas possíveis e imagináveis. E está quase conseguindo, com o apoio de uma governadora e de deputados que não entendem que os professores são o próprio sistema de ensino.
Porém, o que realmente me motivou a escrever esse texto foi ver um dos diretores do DCE da URGS, líder do movimento em questão, citar o fato de que deveriam existir mecanismos de suspensão do resultado das urnas.
Ou seja, se quem governa não estiver agradando, deve ser tirado de lá. Ora, governar nunca foi e nunca deverá ser um ato pautado apenas pela opinião pública, até porque muitas vezes são necessárias mudanças de longo prazo que não são agradáveis a curto prazo. O remédio que cura pode ser amargo. Concordo que o atual governo estadual é bastante deficiente, porém não é com golpe que resolveremos nosso problemas. E, não sejamos hipócritas: como estudante sei que a grande maioria de nós, especialmente nos dias de hoje, não tem grande informação política. Aí surgem pseudo-líderes, com excelente oratória, fazendo críticas sem embasamento algum, e empolgam essa massa. E o mais engraçado é ver diversos desses estudantes, que tem seus carros e celulares da moda, acreditarem que o capitalismo é pior dos sistemas econômicos. Agora, pergunte para esses grandes intelectuais o que eles buscam na universidade, se não é qualificação profissional para o mercado de trabalho. Logo, abririam eles mão de suas perspectivas de futuro em função de um nova sociedade onde todos são iguais, porém pobres? Ou serão Cuba e Venezuela grandes líderes mundiais em qualidade de vida?
Movimentos sociais são legítimos e necessários. E os mais belos esteticamente são aqueles com bandeiras vermelhas e megafones. Mas ameaçar a nossa frágil democracia só pelo prazer do radicalismo? Só porque não sou que estou no governo? Ora, por favor...
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