
Os fazeres e saberes do turismo foram o foco dos estudos do 6º Seminário de Pesquisa em Turismo do Mercosul, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Turismo da UCS. Participantes portugueses e espanhóis, além de pessoas vindas de diversos estados brasileiros transformaram o evento em um grande encontro do trade turístico. É claro que um publicitário teria que estar ali de penetra.
O seminário trouxe como novidade algumas reflexões filosóficas sobre as causas do fenômeno turístico, complementando o tradicional estudo das manifestações turísticas. Através do entendimento do turismo como promotor de encontros e de relações humanas, a própria indústria turística pode ser repensada. Se considerarmos que certa dose de “auto-hospitalidade” é fundamental para acolher os turistas, estabelecendo assim essas relações humanas, compreenderemos que a originalidade do fenômeno turístico é fundamental.
A Dra. Isabel Baptista (Universidade Católica Portuguesa – Porto) destacou em sua palestra a possibilidade de oferta (através do turismo) de uma re-significação do tempo. Se as pessoas dispõem de cada vez menos tempo para realizar suas atividades, o turismo apresenta uma via alternativa: o tempo pelo tempo, a utilização do tempo com prazer.
Ainda dentro desse raciocínio penso se o turismo não seria uma importante possibilidade social para amenizar a carência contemporânea das pessoas. Quanto mais digitais forem as formas de relacionamento, mais importantes serão as experiências reais e humanas. Assim o turismo poderia ser uma fuga do digital, um retorno a origem humana através da degustação sensorial da natureza e das manifestações artísticas. Divagações, divagações.


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